Cataratas do Iguaçu - Brasil ou Argentina?



Antes de começar a planejar qualquer roteiro para conhecer as Cataratas do Iguaçu, é preciso saber que o famoso cartão postal, eleito uma das sete novas maravilhas da natureza em 2012, está dividido entre o Brasil e a Argentina. Cada país tem um parque que leva, por diferentes caminhos, às cataratas.
No Brasil temos o Parque Nacional do Iguaçu, na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná. A versão argentina é o Parque Nacional Iguazu, na cidade de Puerto Iguazu. A boa notícia é que a distância entre eles é de pouco mais de 30 minutos de carro. Vale lembrar que em Foz do Iguaçu há a tríplice fronteira Brasil-Argentina-Paraguai.

Visão da Garganta do Diabo no parque argentino com um belo arco-iris; visitante fica a poucos metros da queda d'água
Os dois parques oferecem passeios muito parecidos. Então, você poderia se perguntar por que atravessar a fronteira e ir até a casa de nossos hermanos? Eu fiz a mesma pergunta quando estava organizando meu roteiro de apenas dois dias na região. Mas digo: vale a pena ir aos dois parques.
Cada um oferece uma visão diferente das cataratas. Enquanto o lado brasileiro permite que as imensas quedas d'água de até 70 metros de altura sejam vistas de baixo. Do lado argentino, você experimenta a sensação de ver essas belezuras, que são as maiores quedas d'água em volume do mundo, de cima delas. A mais imponente delas, a Garganta do Diabo, é um espetáculo à parte. Prepare-se para tomar um banho com a nuvem de água que espirra das cataratas tanto em solo brasileiro como argentino.

 São quilômetros de passarelas que proporcionam diferentes ângulos de visão das cataratas. Com o ingresso do parque, você pode caminhar livremente por essas plataformas. No site dos parques há o preço dos ingressos. Dica importante: se for ao lado argentino, tem que ter pesos argentinos no bolso porque os ingressos somente podem ser comprados com a moeda local. Não aceitam nenhum tipo de cartão nem dólar, euro ou Reais.

Mas há outras atrações, não incluídas no preço do ingresso, e que valem a pena. A mais disputada é o passeio de bote sob as cataratas. E nisso o lado argentino tem uma vantagem: o passeio é mais barato do que do lado brasileiro. Na primeira parte, o visitante faz um tour em veículo aberto pela mata até chegar ao rio Iguaçu. Depois embarca em um bote e vai para a aventura nas águas. O ponto mais esperado é quando a embarcação estaciona debaixo de uma das quedas e dá um banho em todos que estão a bordo. 

Bote a caminho de uma das quedas d'água
 Tudo dura cerca de uma hora e meia. Do lado brasileiro custava R$ 159 (março/2015) e do lado argentino 500 pesos ou R$ 125. Há uma versão reduzida do passeio no lado argentino apenas com a parte aquática (Aventura Nautica) por 220 pesos. Eu fiz o passeio completo (Gran Aventura), mas achei que não valeu a pena porque o trecho terrestre foi pouco interessante. Eu faria somente a parte aquática. Você pode contratar o passeio assim que entrar no parque em um quiosque próprio para isso. Também há trilhas para fazer em ambos os parques, mas não fiz nenhuma delas por falta de tempo. Mesmo assim, pude conferir um pouco da fauna entre uma caminhada e outra. Quatis roubam seu lanche se você não ficar vigilante. Esse pássaro lindo, que não sei o nome, me fez companhia no almoço. Já a despedida do parque ao entardecer foi com o flagrante de um tucano belíssimo em cima de uma árvore.





























Dicas práticas - Se você quiser atravessar a fronteira para a Argentina, recomendo alugar um carro porque o transfer no Brasil custava R$ 180 por pessoa (março/2015). Achei uma extorsão porque paguei pouco mais de R$ 200 por dois dias de carro alugado. Outra vantagem de ter um veículo é que pode jantar na cidade argentina de Puerto Iguazu (eu fiz isso duas noites), fazer compras no Duty Free Shopping que existe na fronteira entre os dois países e comprar vinhos nas adegas argentinas.

Se for alugar um veículo, avise a locadora que pretende ir à Argentina porque eles precisam fazer uma autorização. Com esse documento você vai até um posto próximo à fronteira e tira um documento chamado Carta Verde, que custa R$ 48 (válido por 3 dias) e é um tipo de seguro para caso de acidentes do lado argentino. Muitos brasileiros se negam a fazê-lo e assumem o risco. Em caso de fiscalização ou acidente, o carro pode ficar apreendido além da aplicação de multa.


Para comprar pesos argentinos, fique atento que no aeroporto não tem casa de câmbio. Terá que fazer o câmbio no centro de Foz do Iguaçu ou em lojas/lanchonetes na rodovia que leva às cataratas brasileiras. Eu comprei pesos no mesmo local onde peguei a Carta Verde para o veículo alugado, a poucos metros antes de cruzar para a Argentina. 

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