3 de abril de 2014

Mar Morto chileno e por-do-sol regado a pisco sour

Sempre que viajo procuro fazer do por-do-sol um momento para contemplar e relaxar. Em boa companhia, ver literalmente o tempo passar e, se tiver um bom drink ou uma taça de vinho, melhor ainda. O passeio de fim de tarde à Laguna Cejar, Olhos de Cenotes e Laguna Tebinquinche resume tudo isso.

Laguna Cejar

Primeiro, um mergulo inusitado, ao menos, para mim, que nunca fui ao Mar Morto. A Laguna Cejar, que fica no meio do Salar do Atacama, é conhecida como o Mar Morto chileno porque é impossível o corpo afundar (mesmo que queira). É um poço de 25 metros de profundidade com uma água azul incrível. A água é fria, confesso. Mas vale a experiência. A borda branca denuncia: é sal. E é exatamente a alta concentração dele que impede de afundar. Mesmo que não saiba nadar como eu. A entrada na lagoa exige alguns cuidados, como não enfiar a cabeça debaixo da água por causa do sal. Vai arder olhos e boca e a pele de rosto pode ficar irritada. O recomendável é ficar boiando, deixar a água te levar e relaxar.


Mergulho exige alguns cuidados por causa da alta concentração de sal

Depois do mergulho a pele fica toda esbranquiçada e é indicado na sequência um banho de água doce. No local há duchas e vestiários. Como o sol nesse horário, lá pelas 5h da tarde, já está mais ameno, pode aproveitar e deitar à beira da lagoa. O chão parece ser de uma areia fininha, mas é sal.

Piso de sal
  Eu fui à Cejar numa segunda-feira. Estava bastante tranquila e tinha poucos visitantes. Pude ter o privilégio de ter a lagoa só pra mim. Prefiro assim. Já, aos finais de semana, a procura aumenta e você pode correr o risco de vê-la como um piscinão de Ramos ou a praia da Copacabana.



A laguna Cejar é apenas a primeira parada do passeio da tarde. Depois, segui para os Ojos de Cenotes ou Ojos do Salar. Nada de muito especial. São dois poços imensos de água doce no meio do salar. Quem quiser pode dar um mergulho, mas como eu já tinha aproveitado a Cejar, aproveitei para mais fotos.


A seguir, a parte mais especial desse passeio. Ao menos, para mim. O por-do-sol na Laguna Tebinquinche. O sol se põe tarde no Atacama. No verão depois das 8h da noite e, no outuno, lá pelas 7h30. O espetáculo é acompanhar a mudança de cores na Cordilheira dos Andes. De marrom, ela vai ganhando uma coloração mais quente até chegar ao avermelhado, num contraste único com o azul do céu sem nenhuma nuvem.

Laguna Tebinquinche a uma hora do por-do-sol e com o vulcão mais famoso do Atacama, o Licancabur (à esq.) 

O piso de sal da Tebinquinche é branquinho e diferente dos outros; parece neve de longe

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Início do espetáculo do por-do-sol

A noite começa a cair no deserto; cordilheira avermelhada ao fundo

Esqueci de dizer que esse passeio, normalmente, inclui um mimo: pisco sour e comidinhas para acompanhar o por-do-sol. Foi sensacional!!!! Existe também a opção de fazer o passeio de bike. Mas eu não recomendo porque o caminho é um pouco monótono, sempre a mesma paisagem. Gosto de pedalar tendo o que apreciar e não apenas pelo exercício físico.

Pisco sour para brindar o por-do-sol no deserto



2 comentários:

  1. Olá. Qual é o carro utilizado para esses passeios? fez privado ou num veículo com mais turistas?

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  2. Oi, Gillian. Fiz um tour coletivo com cerca de 15 pessoas. O veículo usado foi uma van.

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