Na trilha dos incas


PRIMEIRO DIA 

É o dia mais leve. São cerca de 10 km de caminhada, umas 7 horas com várias paradas para descanso. O grupo tinha 15 pessoas - 12 argentinos, 1 peruano e eu e o Luiz. Aí em cima todos reunidos no ponto inicial da trilha inca - km 82 da linha férrea de Cusco.


A trilha é praticamente plana. O visual é de montanha por todos os lados e a trilha sonora é a do rio Urubamba.


Tentando localizar satélite para o GPS...


A primeira ruína do caminho inca (Patallacta) que poder ser vista de pertinho na trilha inca.

No caminho há vendedores de água, gatorade e chocolate (pasmem, tem Twix!!!). Também há ponto com banheiro. Foi bem mais do que esperava. Nesse dia também havia opção de tomar uma ducha no acampamento por 5 soles (mais ou menos 2 dolares). Decidi garantir já que na segunda noite não haverá chuveiro.

Nossa barraca pelos 4 dias de trilha. Novas e confortáveis. Não tivemos do que reclamar. Já a comida fica bastante a desejar. Os mais fresquinhos sofrem...





Quem tem algum interesse em fazer a trilha inca para Machu Picchu já deve ter ouvido falar que a tarefa é árdua. São 4 dias de caminhada, dormindo em barracas montadas em acampamentos itinerantes, erguidos e desmontados em algumas horas. Os responsáveis por toda a infraestrutura são esses caras aí em cima. Os carregadores ou "porteadores" (em espanhol) carregam 15 kg cada um e passam pela gente na trilha como foguetes. Eles levam tudo - barracas, mesas, cadeiras, comida, panelas, pratos, copos... Impressionante a resistência deles. Recomendo a qualquer um que contrate um carregador extra (mais ou menos US$ 80 dolares pelos 4 dias) para levar sua mochila e saco de dormir para que a viagem seja menos cansativa e sacrificante. Nas subidas e descidas, e são muitas, qualquer peso faz a diferença.


SEGUNDO DIA 


"Es duro pero nao es impossible", dizem os guias para motivar os andarilhos. De fato, é o dia mais difícil da trilha. São 5 horas de subida para chegar ao ponto mais alto de todo o caminho -a 4.215 metros de altitude - o topo da montanha Warmiwañuska (que significa passagem da mulher morta, em quechua). Podemos dizer que é um dos grandes desafios da viagem conquistar o pico. Choveu durante toda a caminhada e estava bastante frio lá em cima. Mas chegamos lá!!!!



O primeiro café da manhã da trilha na barraca refeitório.



No começo da manhã a subida é mais light. Depois começam os degraus e a coisa fica feia... Por ser bastante desgastante, a caminhada nesse dia é livre, ou seja, cada um vai no seu ritmo e os guias vão atrás do último.




Parada para descanso. A altitude realmente compromete o desempenho. Quanto mais subia mais sentia dificuldade para respirar, comecei a sentir náuseas e tontura. Nem mascar folha de coca ajudou nessa hora. Nos últimos 30 minutos antes de chegar ao topo da "mulher morta" eu dava 10 passos e, ofegante, parava para descansar. Meu único pensamento era chegar ao topo o mais rápido possível.

Chegamos debaixo de chuva no segundo acampamento. Visual lindo para as montanhas. Seria perfeito se não ficasse num antigo cemitério inca. Não dormi quase nada impressionada com histórias sinistras contadas pelo guia no jantar. Um horror!!!




TERCEIRO DIA


É o dia de contemplação. A caminhada, embora seja a mais longa - 16 km -, é menos estafante. O visual das montanhas dos Andes é um dos mais bonitos.

Descanso após o último almoço da trilha. Uma mordomia...

Ruína Phuyupatamarca, no meio do terceiro dia.

Também vimos picos nevados. O último trecho da caminhada do terceiro dia é na Amazônia peruana e dá-lhe chuva! Nossas capas foram a salvação.


QUARTO DIA
É  dia da chegada a Machu Picchu. Acordamos bem cedo para chegar à porta do Sol, entrada no sítio arqueológico por quem vem da trilha inca, antes da abertura dos portões ao público em geral. A caminhada é bem leve, de cerca de duas horas. Continua aqui.



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